Arquivo de Agosto 2008

A última pesquisa sobre a sucessão da prefeitura de Petrolina surpreendeu muita gente, além é claro, do deputado Gonzaga Patriota. Só para lembrar, na penúltima pesquisa contratada pela empresa Método, o deputado federal e postulante pelo PSB, tinha algoem torno de 50% à frente do médico e candidato pelo PMDB, Júlio Lóssio.

Essa pesquisa já mostra o quanto vai ser dura a parada para Gonzaga “impressionar os Coelhos” na cidade do Vale do São Francisco, afinal de contas a diferença é de apenas 10% conforme a última pesquisa da Método.

Não sei como vai ser o desfecho dessa estória, mas dias atrás estive conversando com um amigo meu e disse a ele que (antes de saber dessa pesquisa, é claro), se Lóssio virasse o jogo, dos “Coelhos” eu não duvidaria mais de nada. Pelo visto, o socialista já sente um frio na espinha. É bom ligar o sinal de alerta, pois a meu ver, na pesquisa que eu considero mais verdadeira, que é a espontânea, a diferença de Patriota para Lóssio é de apenas 5%, tendo em vista que ainda faltam 37 dias de campanha, que é onde tudo pode acontecer.

Ontem, 24.08, fui ao Arruda assistir o jogo do meu Santinha pela série C do Campeonato Brasileiro. Logo quando cheguei no estádio, percebi que as coisas não estavam mais como eram antes, pois a torcida já dava sinais de que tinha “jogado a tolha”.

O que se viu no jogo de ontem foi um limitadíssimo Santa Cruz, diferente da potência que conquistou uma vaga na elite em 2005 pela série B. Confesso a vocês que está sendo duro ver o tricolor, o mais querido na situção em que se encontra.

Por questões de péssimas administrações, não somente essa atual, mas uma consequência que vem de muito tempo nos encontramos nessa situação. É claro que não chega a ser um vexame maior do que, por exemplo, a batalha dos aflitos, mas a situação é crítica.

O carcará do Sertão, time que não tem a tradição que o Santa Cruz tem, é um dos favoritos para passar de fase e quem sabe, subir para a série B, podendo jogar com Corinthians, Bahia, Brasiliense e outros.

Será se chegamos no fundo do poço?

Nesta quinta-feira, 21.08, estará em pauta na mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal, a votação da súmula vinculante que proibirá o nepotismo nas três esferas do Poder Público (Executivo, Legislativo e Judiciário).

É bem verdade que a prática do nepotismo no âmbito do poder judiciário já havia sido vedada há um bom tempo, sendo que agora, o STF pretende, com esta súmula vinculante, estender nas outras esferas ou nos outros dois poderes.

 
Será decidido também o grau de parentesco que a ser considerado como nepotismo. Uma questão interessante é a de que os cargos de ministro de estado, a nível federal, secretário de estado, a nível estadual e secretário do município, a nível municipal são considerados pela corte como sendo cargos políticos, pois é como se um irmão do prefeito de uma cidade fosse, por exemplo, o secretário de infra-estrutura do município, tal prática, na visão do STF, não se assemelha ao nepotismo.

O ministro Ricardo Lewandowski afirmou, “o nepotismo contraria o direito subjetivo dos cidadãos ao trato honesto dos bens que a todos pertencem. O argumento falacioso de que a Carta Magna [Constituição Federal] não vetou expressamente a ocupação de cargos de confiança por parentes não merece prosperar”.

Por sua vez, a ministra Cármen Lúcia falou que, “a definição deste tribunal no sentido de que o artigo 37 tem aplicação imediata e não depende de legislação infraconstitucional. Vale para todo mundo”.

É bom lembrar que existem muitos políticos com essa visão ultrapassada e pequena, que ainda insistem, em pleno século XXI, fazer política dos tempos de “coronelismo”.

Matéria enviada por Carla Lapa, Deputada Estadual e líder do PSB na Assembléia Legislativa de Pernambuco.

A criança e o adolescente estão sujeitos à exploração do adulto justamente pela fragilidade de que são portadores, pela sua inocência, ingenuidade e inexperiência.

São seres em formação que precisam da proteção integral da família, da sociedade e do Estado. E formalmente é assim, a Constituição Federal assegura essa proteção integral à criança e ao adolescente com absoluta prioridade. Mas, o que vemos, na prática, são crianças exploradas das mais diversas formas e na grande maioria das vezes com a conivência de suas famílias.

O trabalho infantil é uma dessas explorações tão comuns na sociedade em que vivemos. E alguns fatores contribuem para a alimentação desse trabalho, como a concentração de renda, o desemprego, a falta de uma política educacional eficaz, as “brechas” encontradas na nossa legislação e o fator ideológico do trabalho, de que ele enobrece e faz bem à criança.

É fundamental a desmistificação da cultura do trabalho infantil. É fundamental acabar com a falsa idéia de que o trabalho infantil é necessário ao sustento da família; de que a criança quando trabalha fica mais esperta e que quando adulta vencerá profissionalmente; ou ainda de que o trabalho enobrece a criança de forma que é preferível trabalhar do que pedir ou roubar.

A família é que deve sustentar e amparar a criança, e não o contrário. Na falta ou impossibilidade da família, cabe à sociedade e ao Estado. O que não se pode admitir é que o desemprego ou a miséria dos pais leve à exploração ou mendicância dos filhos.

Não passa de engodo a alegativa de que antes trabalhar do que roubar. Pelo contrário, na maioria dos casos, o trabalho infantil leva a criança à delinqüência, quando não, à exploração sexual, às drogas e até a morte.

O Trabalho infantil não é nobre. A educação é que enobrece a criança.

A responsabilidade de proteger as nossas crianças é conjunta. Ela pertence à família, ao Estado e à sociedade. Deixar a responsabilidade apenas para o Estado não é o correto, porque a responsabilidade não é somente do Estado, e não surte efeito, pelo fato das dificuldades financeiras alegadas pelo Estado e algumas vezes comprovadas. Deixar a responsabilidade apenas para a família é ser insensível e irresponsável, porque a proteção à criança é uma questão de interesse social. Cabe, portanto, à sociedade também ser solidária e assumir a responsabilidade.

Por fim, parafraseando o cientista Albert Einstein, “a palavra progresso não terá qualquer sentido enquanto houver crianças infelizes.”

Confesso a vocês leitores do blog que, as recentes pesquisas sobre a sucessão da PCR impressionam. Não esperava que as pesquisas desse começo de agosto apontassem o candidato João da Costa em primeiro lugar.  A meu ver, eu sempre achei que com os apoios e “padrinhos” políticos, João da Costa era o candidato mais forte na disputa e que ia chegar num segundo turno bem mais forte do que qualquer candidato da oposição.

A minha previsão era de que o candidato do prefeito, ultrapassasse Mendonça Filho em meados de setembro, bem como eu esperava uma evolução nas pesquisas do candidato de Jarbas Vasconcelos, Raul Henry, fato que, pelo menos até agora não aconteceu. Cadoca continua na mesma ainda, sem decolar.

Acho que é muito cedo para fazer qualquer previsão, mas do jeito que vai, a eleição de Recife pode acabar em 5 de outubro, deixando o presidente da República com mais tempo para tratar da sucessão da maior cidade do país, São Paulo!